sábado, outubro 7

Sobre a MeaCulpa e o Inbada…

Deram-me hoje um papelito que me apontava a «culpa» partilhada, espero eu, da celebração do Indaba dos 40. Curiosa, pensei nas semelhanças entre a minha humilde pessoa e uma chefe guerreira zulu. Que «culpa» teria eu? Que tenho eu de guerreira ou de escuteira, para participar neste Indaba?

Assim de repente, não encontrei semelhanças imediatas mas reflectindo sobre o assunto compreendo que há muito de guerreiro no escuteiro e… BP sabia-o. Eu pessoalmente, sou escuteira por simpatia, o que não faz de mim, assim confio, uma escuteira «menor» ou sem interesse.

Sempre achei que pertencer aos escuteiros é pertencer a um espaço onde se trocam ideias e experiências, onde se discutem problemas comuns mas… Ser escuteiro é também pertencer a um espaço de confraternização, onde se renovam e fortalecem as antigas amizades e se fazem outras tantas novas.

Sem lenço, sinto-me escuteira nas suas leis, princípios e postura. Renovei amigos no Agrupamento da Damaia, solidifiquei experiências e partilhei problemas. Se isto não faz de mim um pouco escuteira… fez de mim algumas vezes, guerreira.

Cá estaremos para o Indaba, ajudando tanto quanto nos for possível.

quarta-feira, setembro 27

Bom trabalho a todos no sábado

Não poderei estar presente na formação.

Espero que tenha bons resultados futuros.

Estarei por terras chocolateiras a trabalhar.

Indaba dos 40

Método Escutista: Vida na Natureza


“O Escuta protege as plantas e os animais”


Olhando para os 10 artigos da lei do escuta apenas a o 6º nos remete para a vida na natureza. Apenas um, mas não deixe de ser demonstrativo da importância que este elemento tem para o escutismo. A natureza é de facto o cenário principal para as nossas actividades e para a nossa aprendizagem enquanto escuteiros.

Sabemos que a Natureza tem sofrido vários atentados provocados pelo homem. Enquanto escuteiros qual tem sido o nosso contributo para alterarmos este cenário? E de que forma isto nos afecta? Ultimamente temos visto as nossas actividades ao ar livre limitadas com várias leis recentes como são o caso da “lei dos acampamentos ocasionais” e a “lei de proibição de foguear”. De que forma podemos ultrapassar e adaptar-nos a estas novas realidades sem abdicarmos deste elemento fundamental do método que é a vida na natureza?

terça-feira, setembro 26

40 anos - O Livro

Meus caros:

Tendo ficado incumbido da nobre missão de pensar nos conteúdos do livro comemorativos dos 40 anos, gostava que este trabalho fosse interactivo. Abaixo está o primeiro esboço. Está lá tudo? Acham que há assuntos a mais? Gostariam de ver lá alguma coisa mais?

1 – Os primeiros passos (aqui poderiam ser reproduzidos os documentos originais relativos a cada um dos temas)
i) Ordem de Serviço Nacional nº 269, com a fundação do Agr
ii) Flor de Lis de Dezembro de 1967, com a notícia da fundação
iii) A OS com criação da Alcateia e do Clã
iv) A OS com a criação do Clã
v) O relatório da primeira actividade regional, a 18 de Fevereiro de 1968 no Seminário de Cristo-Rei, nos Olivais
vi) O relatório do primeiro S. Jorge, a 21 de Abril de 1968
vii) A acta da reunião que “aceita” a primeira mulher no Agrupamento, a 26 Junho de 1969
viii) Outros documentos que mostrem o “tom” do Agr. no período antes do 25 de Abril.

2 – O segundo fôlego
i) A entrada do Chefe Brito no Agrupamento (o documento da avaliação do ano 81-82 é excepcional)
ii) O aumento dos efectivos e a sua relação com o impulso no nível de actividades do Agr

3 – Testemunhos
i) Chefe Brito, Alemão, Nunu, Guida, Antónia e Henrique (os Ch de Agr, no caso do Alemão e do Ch. Brito poderíamos aproveitar a que já está no libro dos 30 anos)
ii) Outros (Padre Lopes, os pais, antigos escuteiros)
iii) Pequenas “short stories” com momentos vividos (momentos divertidos, surprendentes, etc.)


4– As actividades
i) Ponsul (penso que é o primeiro diário de uma actividade que temos nos arquivos)
ii) Descida do Zêzere de 84
iii) Eurofolk 89 e 93
iv) Lusitânia
v) Açores
vi) Jamboree Mundial
vii) Primeira ida a Kandersteg, 89
viii) Outras de relevo, mais actuais

5– A actualidade
i) O efectivo do Agr
ii) Os planos de curto prazo
iii) Fotos da sede, do efectivo, pormenores das salas

6 – O futuro
i) Carta de Agrupamento para 5 ou 10 anos
ii) Visões (projectos em curso, desejos que gostaríamos de ver realizados, etc.)

7 – As fotos

segunda-feira, setembro 25

Indaba dos 40

Missão Escutista: Educação pela acção (actividades)

"As actividades são a parte mais visível do programa; representam o que os jovens fazem no escutismo".
Baden-Powell
Eis outro dos pilares do nosso método. Os jovens aprendem fazendo. Aprendem por si próprios, com os seus pares e com o apoio do adulto.

Não chega explicar numa palestra o que são nós, como se faz uma refeição... Têm de ser os jovens a concretizar, a sentir as dificuldades, a errarem, a aprenderem com os erros e a atingirem o sucesso por eles próprios.

Mais, têm que ao longo das secções por onde vão passando ser eles próprios a construirem as suas actividades, de acordo com o seu grau de autonomia próprio de cada idade.

Promovemos nós a educação pela acção ? Ou fazemos nós as actividades para mero consumo dos miúdos ?

domingo, setembro 24

Indaba dos 40

Método Escutista: Parte 1 – Mística e Simbologia

Sendo Mística e Simbologia um dos 7 elementos do Método Escutista, será esta bem trabalhada pelas nossas equipas de animação?

Sabendo que durante a sua caminhada escutista os nossos miúdos atravessam várias fases da sua idade evolutiva, é natural que o quadro de valores vá evoluindo de secção para secção. Estaremos nós aplicar a mística da forma mais adequada? Deverão a mística de cada secção ser estanques ou ir evoluindo, alterando-se de forma a se adaptarem à evolução dos tempos?

Continuam as várias místicas e simbologias actuais a fazer sentido para os nossos miúdos?

Participa e dá a tua opinião…

sexta-feira, setembro 22

Indaba dos 40


Método Escutista: Parte 1 - O Sistema de Patrulhas

"O sistema de patrulhas é a componente essencial de formação em que o Escutismo se diferencia de todas as outras organizações.
O objectivo do sistema de patrulhas consiste em entregar o maior número possível de responsabilidades aos rapazes, tendo em vista o desenvolvimento do seu carácter".

Baden-Powell

Será a patrulha: um grupo primário, de organização natural, ferramenta de acção e comunicação, de pares, de participação na unidade ?

De que bandos / patrulhas / equipas fazes/fizeste parte ? Em que é que isso contribui(u) para o teu desenvolvimento ? Qual a diferença entre hoje e "ontem" ?

Partilha a tua opinião e participa ? Mostra que fazes parte deste jogo fantástico que é o escutismo.
P.S.: E para alguns de vós, não se esqueçam: "Escuteiros um dia, escuteiros toda a vida"


terça-feira, setembro 19

Finalmente...

Finalmente já cá estou. Obrigada pelo convite. Tentarei contribuir como e quando possa para a história do nosso Agrupamento.

sexta-feira, setembro 15

2007 - Entre o passado e o futuro!

Em vésperas de iniciarmos o nosso ano escutista, durante o qual celebraremos os 40 anos do Agrupamento e o centenário do Movimento, aconselho o visionamento deste pequenos videos. Que nos ajudem a entrar em força no espírito destas celebrações...

quarta-feira, setembro 13

Mais um feito...



A nossa chefe SS chegou ao cume do Kilimanjaro. Fantástico !!

Ficamos à espera do relato, logo que volte

domingo, agosto 27

A CAMINHO DOS 40... ENTÃO VAMOS LÁ!

É... Cá vamos nós!

Não ainda para a abertura oficial do 255 versão 2006/07, mas para assinalar de forma grandiosa, mas simples, a abertura das Comemorações do 40º aniversário do nosso Agrupamento.

Sábado (dia 2/09), 18.30 na sede... 19:00 na Igreja da Damaia.

E CLARO ESTAMOS A CONTAR CONTIGO, E CONTIGO, E CONTIGO, E CONTIGO...

E lá... vamos poder dizer: Faltam 365 dias, que vão ser vividos com o entusiasmo do 1º;2º;3º;...; 25º;... 39º Aniversário.

Então vamos lá... a caminho dos 40!

sábado, agosto 12

RIO ZÊZERE – DIA IV – 30/07 – THE END



23 H, deitados uns ao lado dos outros.

E porque o raio da ilha não dava p formar um circulo, as cartas não saíram da bolsa. Assim se adormeceu ao som da música de uma aldeia em festa e dos berros (ainda) mais ou menos normais dos vizinhos da ilha ao lado!

Se dúvidas houvesse, o tempo fez o favor de, uma hora depois, ter transformado uma Equipa de animação, numa verdadeira Equipa de gajos e gaja responsáveis, maduros, com saber fazer, sempre prontos a responder a qualquer dificuldade da vida… Uma Equipa de animação… bom… os 30 tem destas coisas!

Mas adiante… acordámos quais 1 e tal da matina. Por entre berros e tentativas de se fazerem passar por Padre Borga, os nossos amigos da ilha ao lado estavam num daqueles dias (ou noites) em que vale (quase) tudo.

Sim, alguns vão dizer: “mas queres o quê… tu tb aqui, fizeste estas figuras, tendo sido inclusivamente calado, por uma voz vinda da noite, acompanhada dum tiro assustador algures para o ar”.

Sim, é verdade. Mas ao menos nós, na altura tivemos o bom senso de não nos termos metido ao rio de canoa, sem coletes e muito menos de nos pormos a cantarolar músicas que denunciassem quem nós éramos!

Certamente a cantar a famosa ”põe tua mão, na mão do meu Senhor…”, não seriam traficantes de droga. Tb não eram escuteiros, pescadores ou putos ali duma qq aldeia também não eram… logo, só poderiam ser um grupo de jovens duma qualquer paróquia, a culminar, tal como nós, e à sua maneira, mais um ano!

Mas bom, ainda deu para alguns dos putos, num misto de pânico e sono serem um pouco agredidos verbalmente (mas só mesmo um pouco), quando tentavam carinhosamente dar os parabéns ao aniversariante! Eu estava a dormir, não ouvi nada.

Valeu o outro trintão, para o abraço do costume! Afinal é assim há anos: Num acampamento, e consequentemente… com os do costume!

Pode ser que aquele plano que tínhamos que metia a matança dum porco, e o aluguer dum autocarro onde metêssemos os nossos amigos extra-scouts, fiquem para os 31… Vamos ver!

A manhã foi parecida às anteriores… talvez um pouco mais ensonada, talvez a vontade de regressar, talvez a mariscada que estava prometida para o jantar, talvez qualquer coisa!

Canoas ao rio,com "ordem" para encostar à ilha do lado… era a nossa vez de acordarmos uns meninos que se tinham deitado há uma hora atrás… e com uma canção que eles conheciam!

11 e tal da manhã… missão cumprida. Encostamos à margem, ligamos ao nosso contacto das canoas, enquanto matamos saudades do local das “mulatas” (Kiko… continua lá tudo), e claro está, aquele acampamento com o “Ritz” à frente do “Meridien” veio também ao de cima.

Entregues à estação de Tomar, apanhamos o comboio, chegamos excepcionalmente à sede, sem ter que esperar por ninguém… sem fazer ninguém esperar por nós!

O que fica:

Um Grupo;
O culminar de um Empreendimento;
Uma tenda nova… e bem estrelada;
O espírito;
Memórias;
Saudades;
Recordações;
Promessas de fazer os possíveis por…;
No rio… carro não entra. Dá mais trabalho, é mais difícil… mas faz-se… e foi muito bom!

Há quem diga que “isto é importante, mas não é a nossa vida”, há quem mencione “que isto não é para quem quer, nem para quem pode”. Há quem solte ainda que “aqui se aprende muito quando se está a crescer… que aqui se cresce muito partilhando com quem cresce”.

Pois… e se calhar quando olho para trás, concordo com tudo isto. Concordo até com quem defende que “os de ontem fazem apenas diferente de mim”.

Até Setembro… com Promessa que vamos continuar Azul

“Ser Pioneiro/ser da Damaia / ser 29 e então? / fazer do mar e do céu inteiro o azul do coração / é sentir, saber, sorrir o azul do coração /…/ É SER DIFERENTE, É QUESTIONAR SEMPRE, QUANDO NOS DIZEM “NÃO” / trilhar um rumo viver ao segundo / é agarrar a emoção…”

ZÊZERE – Apontamentos de visitante


Ser Chefe tem muito de egoísmo.
Eu, precisava dar lá um pulo; sentir que o espírito é o mesmo ou melhor. Ver com os meus próprios olhos que, mesmo se agora o rio se desce em canoa de fibra em vez de jangada de bidons (tudo tem o seu tempo), as marcas que ficam são idênticas; os elos que fazem a corrente são na mesma fortes; a água bebe-se e as melâncias comem-se, em grupo; o arroz ainda tem folhas ou bolotas. Vi tudo isso.
Vi o passado, o presente e o futuro, tudo na margem de um rio, tudo no espaço de poucos dias (sim, porque tambem o momento se fez de mensagens e conversas ao telefone, antes dessa hora de banhos).
Há vinte anos atrás, aprendi tanto convosco como vocês comigo; não: acho que aprendi mais. Quando eram vocês a passar pelos baptismos de campo (baptismos de prova de fogo, não de riso dos outros), não eram vocês que aprendiam a ultrapassar mêdos, era eu que aprendia que com 10, 11, 12 anos se tem uma coragem inimaginável em alguém dessa idade; que quando se é Guia aos 13 ou 14 anos e se tem uma crise entre mãos – um incêndio, um pé torcido, liderar um campo sem adultos, se assumem posturas dignas do melhor dos espíritos, do mais tenaz saber estar e fazer. Que quando se é obrigado a melhorar algo ou a redobrar um esforço físico, isso é feito porque acreditam que o podem e conseguem fazer, não apenas porque o Chefe empurra pra esse lado.
Aprende-se muito quando se está a crescer. Cresce-se muito partilhando com quem cresce.
E são depois estes bocadinhos, ano após ano, que nos dão um gostinho especial: a projecto; a equipa; a espírito; a céu estrelado; a amizade; a tótens; a arroz com folhas; a melância à beira rio.
Obrigado pelo desafio. Obrigado pelo exemplo.

quarta-feira, agosto 9

RIO ZÊZERE – DIA III – 29/07


Paragem estratégica (e profissional), para preparar os 7 dias de férias a que tenho direito... mas a aventura no Zêzere não ficou de forma alguma esquecida!
Vamos lá então...



A manhã foi igual à de ontem:fantástica, e com uma sensação de posse... talvez da ilha que continuava a ser só nossa!

Ritual da manhã, o mesmo.Uns Chocapic rápidos, entre 3 ou 4 mergulhos a acompanhar os 20 e tal graus que já se faziam sentir quais 9 da matina!

Mochilas, transformam-se em “blocos pretos”, as canoas são religiosamente artilhadas, como se de peças de puzzle se tratassem, trocam-se algumas posições, encontramos alguns “lemes” novos, o que pode indiciar que algumas canoas irão transformar o percurso da manhã de 3 / 4 kms, em... bom...

O entusiasmo daquela água é por demais evidente. O espirito do Grupo vem ao de cima. Olha-se para a carta topográfica existente em cada canoa, comenta-se que “aquela manga, é esta aqui no mapa”, matam-se novamente saudades de caminhos já remados, canta-se, faz-se uma ou outra remada mais forte, em que escapa alguma água p os de trás... tem-se de novo um Grupo um bocadinho mais a sério... já visto a espaços, este ano... em Grande, há ano e meio!

Pena que a vossa garra só se veja nas cenas que vos dão mesmo este prazer!

Como alguém diz: está lá tudo, mas é diferente! Duvido... mas estamos cá para falar, um jantar destes!

O telefone vai tocando. Vão-se trocando umas mensagens. Alguns preparam-se para um Grande momento. Alguns vão rever alguns dos responsáveis por aquilo que alguns são hoje.

11 da manhã, temos a ilha onde vamos dormir a escassos 500/600 metros de onde decidimos almoçar. Passamos o “ponto de fresco” que tinhamos planeado na sede, e sem parar a remada, decidimos avançar um pouco mais.

Encostamos a mais uma manga. Uma prainha bem à maneira. Encontra-se sítio para a Grande Reunião... e quem sabe, vai tratar dos putos!

5 Euros, 2 melões e uma melancia... acompanham a salada de atum com feijão-frade c a famosa salada de tomate “à la Javali”!

A tarde é séria. Das 14 às 17h, e antes de voltar ao rio, falamos com eles como nunca falamos. Perguntamos, questionamos, responsabilizamos.

Engraçado. Há perguntas que não conseguem ser respondidas... nunca conseguirão. Há frases que nunca vão entender, porque tudo é diferente... demais! Ou isso, ou somos nós (que também assume contornos de grandes possibilidades...)!

A tarde foi até um pouco assustadora. Dissemos-lhe o quanto contamos com eles. Se calhar não deveriamos ter dito ainda (pelo menos tanto). Mas se calhar isto também é crescer! Se calhar...

Como o calor ia além do sol lá em cima, mandámo-los à aldeia. Comprar gelados!

Talvez encontrassem pelo caminho um jipe seguido de uma mota. Talvez lhes perguntassem se são do 255 e se estão a descer o Zêzere de canoa. Talvez lhes oferecessem 2 chouriços, aos bons velhos tempos!

Talvez se recordassem que foram eles que nos ensinaram algumas das coisas mais importantes da vida.

Talvez se lembrassem das histórias que se iam contando, de como se fazia e desfazia uma construção, de como se tirava uma prova de higiene (onde roer as unhas era chumbo certo).

Talvez encontrassem o Pedro Nuno e a Cristina, que tinham rebentado o carro dois dias antes para nos ir ver, e que, apareceram dois dias depois, para nos cumprimentar com a esquerda... aos bons velhos tempos!

O sorriso dela continua igualzinho, a energia dele já tem seguidor. O espirito ainda lá está (não querem voltar eheheheh?). Foram ter connosco, como se ia, ontem, sempre que uma secção ia acampar... lá estavam todos à noite, para se colar ao jantar e ao fogo de Conselho!

1 hora, que soube a pouco, mas que deu para matar saudades. Ficaram até a última canoa sair em direcção à conquista da nossa 2ª ilha.

Uma vez mais contra o vento, a última ilha foi conquistada, e todinha só para nós! Ainda fizemos uma visita à do lado (4 vezes maior), mas algo nos dizia que deveriamos optar pela mais pequena... e tinhamos razão...!

Mergulho, jantar, dormir. Era bom aproveitar a última noite de uma equipa de animação irresponsável!

Sim, porque a partir da meia-noite, a média de idades alterou-se!

Até amanhã.... Com uma noite/madrugada nada CALMA!

quarta-feira, agosto 2

RIO ZÊZERE – DIA II – 28/07




Adormecemos. Com o duplo tecto completamente estrelado a prometer um dia seguinte cheio de sol.

Uns juravam que viam umas quantas estrelas cadentes. Pediam-se desejos, esperava-se que fosse amanhã para nos lançarmos ao azul que tínhamos à frente!

À hora marcada, lá estavamos nós. Pestana aberta, pequeno almoço leve mas com vista para a ilha do Lombo, coletes vestidos, mochilas forradas pelos sacos pretos, prontos para o dia II!

Confesso que me custou uma vez mais acordar... para quem uma frincha do estore o tira completamente do sério, ter o sol às 6.30 da manhã não é fácil... e nem o saco cama ajuda, porque às 8 o calor começa a ser mais que muito.

Assim, e que nem filme, acordamos, damos 2 passos e quase antes de dizermos bom dia uns aos outros, já lá vão 3 ou 4 mergulhos.

Lavar não é preciso, estamos todos os dias lavados... e várias vezes, aliás, cumprida a higiene dentária, estamos em cima delas (das canoas, claro) a cumprir o 1º trajecto do dia II.

Vieram memórias (Kiko, cá vai): Passamos pela casa do nosso “amigo” Rui... aquele que tinha os dois filhos, que nos convidou a ir lá a casa, onde fizemos uma granda party, e que acabou a dormir (ele e as crianças) em campo, connosco... aquele do jipe vermelho, onde conseguiu meter uns 10 marmanjos aqui há uns anos atrás.

Ontem fizemos a festa... hoje, não parámos... mas olhámos, comentamos e sorrimos;

Ontem tinhamos a Mafalda numa das canoas, hoje tinhamos o irmão Ricardo;

Ontem quem remava à frente era a baixinha, hoje era o Carlos;

Paramos algures, por volta das 10.30 da manhã, numa “manga” do Zêzere... uma prainha fabulosa, um sol do outro mundo. E lá vão... 6 canoas, 11 putos, 11 coletes, 11 pagaias... “montar” campo, encontrar umas sombras... porque a partida está marcada para as 16.30/17 h.

A manhã/tarde é calma. Impressionam as margens. A contrastar com a beleza do rio, faz confusão o abandono das aldeias. Entramos estrada a dentro, à procura de água (e de uma mercearia), e o rasto de “abandono” é por demais evidente! O que é uma pena. O que não dava por uma casa... mesmo ali à beira rio (mas calculo que as placas a dizer “vende-se”, não devem ser nada baratas, ainda assim...).

Um arroz de salsichas avisa a contenção que aí vem. Resto da tarde sem mexer muito. Meia dúzia de jogatanas, umas quantas cartadas (ao olho)... 16.00, volta ao rio, para a nossa 1ª conquista... nada como ter uma ilha só para nós, pelo menos por um dia!

Enquanto tentamos dormir, faz-se a festa algures numa ou outra casa da serra. Não sabemos de onde vem, mas ouve-se o eco das batidas. Adormecemos a ver estrelas, com música de fundo... COM MUITA CALMA!

Ontem também havia ilhas... mas hoje dormimos lá!

Até amanhã

segunda-feira, julho 31

RIO ZÊZERE - DIA I - 27/07

27/07/2006

“6.00 am! Nopes... não pode ser verdade. O despertador está a tocar, mas fui eu que me enganei na hora! Eu não tenho que acordar e muito menos descer o Zêzere de canoa, durante 4 dias, com o Grupo 29 do 255!

É tudo imaginação!

Agora levanta-te estúpido, porque tá tudo á tua espera!”

Manhã nada fácil. Não sei se pela “conversa” da noite anterior, não se se por ser cedo! Não sei... mas que a mochila estava feita, que a farda pronta a vestir, que os putos tavam na Damaia... lá isso estavam.

Vai daí bora "acampar"!

A viagem de 2 horas no saudoso Regional até Tomar até se fez bem. Com a preciosa ajuda de 2 cafés, por entre um ou 2 jogos de cartas (jogo do olho), que nem imaginávamos nós o quão famoso se ia tornar... ademais, fui o gajo que mais vezes ganhou o jogo... mas bom... pormenores a falar nos próximos dias.

Tomar recebe-nos. Mesmo de frente para o sitio da Feira, com o Castelo do lado esquerdo a dizer-nos bom dia.

O museu do fósforo fechado, obriga-nos a mais umas cartadas, apenas interrompidas porque uns foram às compras, outros ver a Igreja, outros ainda beber o 3º café da manhã e mais alguns para a porta da estação à espera das canoas... até porque já cheirava... mas ainda ninguém as via!

Quais suas 13.30, chegam finalmente 2 carrinhas que nos levaram ao sitio. Lago azul.

6 canoas, 11 pagaias, 11 coletes, 11 sacos pretos... e nós: 9 Pioneiros, um dirigente responsável, e outro (ainda) irresponsável.

1ª nota: O Zêzere tá mais que lindo. Está fantástico. Água do outro mundo, sem motas d’água, acabaram-se os barcos a motor... nós e ela... a água!

16:00: Salta a 1ª canoa num percurso de p’rai 6/7 kms que nos levou à ilha do Lombo!

Quer dizer p uns foram 6/7 kms, para outros 9 kms, p outros 10kms, para a canoa Cláudio/Liliane, Ana Fnagueiro/Pedro Barbacena p’rai uns 20 kms... até lhes conseguirmos explicar que o objectivo era descer o rio, não bater numa margem e voltar à outra que nem jogo de flippers. Mas é assim que eles aprendem!

19.00 Chegada à ilha do Lombo (Kiko, àquele sitio onde andamos quase 10 kms p beber um café… e tal eram os nervos que acabamos a beber outras coisas p nos mentalizarmos do regresso, lembraste?).

Sem sitio p dormir, acabamos à beira da estrada, numa espécie de rotunda (pelo menos assim era o tronco da árvore), bem concorrida a partir das 23h... mas que naquele dia, a inversão de marcha foi por demais efectuada.

11 canoas, 11 putos, 11 pagaias, 11 coletes... temos pena! Voltem amanhã.

Podia aqui registar-vos em imagens o 1º dia, não fosse o facto da Sofia Dias ter levado a máquina, mas não se ter lembrado das pilhas, ou ainda, do Pio Claudio ter aquilo a que chamava “máquina fotográfica que dá p tirar fotografias dentro d’agua”, de marca TRIFENE (sim... isso mm que estão a pensar) e que à 2ª entrada na água ficou completamente embaciada!

Temos fotos do Pedro Nuno e da Cristina (OBRIGADO POR APARECEREM... QUE SAUDADES!), mas temos que esperar até ao 3º dia, e confiar na sua boa vontade!

Até amanhã... dia 28

De registo e muito rápido (porque ainda há pessoas muito sensiveis), note-se que por estes sitios já há uma associação desportiva com café a 2 kms do local onde estávamos. Deu para um café rápido e para ver no canto superior direito da televisão que lá tinham: SPORTING-3 / BENFICA-0

Agora sim..até amanhã... MAS COM MUITA CALMA!

domingo, julho 30

Descida do Zêzero - IIIª

Após 4 dias de aventura rio abaixo, chegou hoje ao fim mais uma grande actividade do Grupo 29.
Chegamos estafados mas felizes! O Acampamento foi um sucesso e correu tudo bem. Nos próximos dias chegarão mais novidades e fotos desta actividade.
Obrigado a todos os que estiveram presentes nesta actividades e obrigado às nossas visitas de sábado. Foi bom rever-vos!
PARABÉNS PIRES pelos teus 30 aninhos! Agora sim temos uma eq. de animação madura e responsável!!!!
Calma....

segunda-feira, julho 24

Ontem...


Fomos para a Itália, para a Áustria, para a Suiça, para França…;
Fizemos inter-rails;
Deixamos recados uns aos outros, numa lista telefónica duma qualquer cabine telefónica, algures na Europa;
Ligámos 3 vezes para casa, num mês de acampamento;
Ninguém tinha telemóveis;
Acampámos em tendas amarelas sem chão;
As mochilas tinham armação;
Não ia nenhum carro de apoio para fazer de posto de um raíde;
A Iª sabia a História de Mógli e Baguera… o nó direito e o de correr;
A IIª dominava nós e ligações;
A IIIª era irreverente… do contra mesmo!
A IVª… era o Agrupamento;
Fazíamos mesas de madeira, pórticos de entrada, abrigos para as tendas;
Descíamos o rio de jangada;
Discutíamos à séria, a cada Conselho de Agrupamento;
Os putos eram provocados;
Nós éramos desafiados;
A secção ameaçava fechar cada sábado às 3 da tarde;
Arranjavam-se os amores da vida nos acampamentos;
Não se virava a cara e “fechava a porta”… como se nada fosse…
…
Ontem…

quinta-feira, julho 20

O prometido é devido.........


Pois é!!!
Estes são os nossos novos amigos de Palheira, Coimbra, que estavam acampados connosco e com que tivemos o prazer de conversar durante algums horitas!!!!
Espero que as vossas actividades tenham corrido pelo melhor!
Nos adoramos o acampamento e foi um prazer conhecer-vos!!!

PASSARINHOS!!!!!!!!!!!!!!!!!! hehehehe